sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Chile tour 2009 - Diário de viagem

Vi: 05/07, 15 horas – Estamos na estrada ainda em São Paulo, tentei dormir um pouco mas não consegui. Apesar de não ter dormido quase nada durante a noite, um maldito repertório de músicas românticas cantadas em espanhol acabou com meu sono ¬¬ A história sobre a tour do Massacre pelo Chile deveria começar aqui, mas alguns fatos anteriores precisam ser citados:

Dia 24/06 o ministro da saúde do Brasil fez um pronunciamento alertando os brasileiros a evitarem de viajarem ao Chile por causa da epidemia de gripe suína. Um dia depois, o Massacre ensaiou e o Agamenom disse que estava preocupado e com medo de viajar. No domingo fizemos um show de despedida antes da tour e o Agamenom confirmou que não viajaria.

Na 2ª feira falei com Cristian da banda Ascoculto e ele se dispôs a pegar as músicas em uma semana e tocar guitarra no Massacre durante a tour. No decorrer da semana, conversando com o Mandioca (ex-baixista do Massacre) sobre a tour, ele disse que gostaria de viajar com a gente e se dispôs a tocar baixo. Conversei com o Jô e o Dadá e aceitamos a participação do Mands. Teríamos um irmão a mais no rolê, além de podermos contar com o baixo destruidor, já que na ausência do Agamenom teríamos que recorrer a algumas músicas antigas, da época em que o Massacre ainda tinha baixo.

Dadá: Paramos em Curitiba, só que a parada é fora da cidade. Aproveitei para ligar pra minha Carol. Só faz 9 horas que estou longe e já sinto saudades! Fizemos um lanchinho e também amizade com um cachorro =)

Ao entrar em Curitiba pude ver como é linda esta cidade. Já é noite, está garoando, mas consegui ver alguma coisa. Muitos canteiros nas avenidas, todos bem cuidados e com muitas flores! Gostaria de poder ver mais essa cidade, pena que tá mó escuridão e as janelas do ônibus estão embaçadas. Nossa próxima parada é em Porto Alegre. O Vi e o Jô estão dormindo, espero conseguir também! Já caímos na estrada de novo, agora já não vejo mais nada a não ser carros, caminhões, morros e casas na beira da estrada.

Sinto saudade da minha família, mas estou me sentindo melhor agora, pois a dor da partida é muito forte!

A noite é longa, são apenas 22h00 de domingo. O comissário fez um café que me despertou, mas vou tentar relaxar um pouco. Não estou com frio ainda, pelo contrário estou com calor! O ônibus é quente e aconchegante!

Do meu lado tem um casal, ele é chileno e ela brasileira, só os dois estão conversando enquanto eu escrevo. Vendo eles, minha saudade da Carol aumenta e tenho vontade de chorar. Sinto falta do abraço, do sorriso, dos beijos, dos seus olhos e principalmente da companheira que ela é, pois a amo muito, minha “bagunceira predileta”!

A estrada é escura e assustadora, não consigo saber onde estou. Não vejo placas pois estou do lado esquerdo do busão. Acordei o Jô sem querer, vou apagar a luz e relaxar um pouco, alguém ronca muito alto aqui no busão!

Das 22h22 até 00h10 consegui pegar no sono, mas o telefone tocou, era o Lucas (meu cunhado) queria notícias. Graças a ele pude ver de novo algo que gostei: um pedaço do litoral de Santa Catarina. Belos prédios, casa grandes, comércio e ruas clareadas pelas luzes. Quarteirões quadrados planamente corretos, sem nenhuma subida, pura planície de litoral, ou “beira de praia” como dizem. O Vi acordou e viu um pouco, já o Jô, eu fiz ele acordar um pouco, mas não resolveu. O que parece é que estou com sono de novo!

Vi: Agora estamos em alguma parte do Rio Grande do Sul, são quse 9hrs da matina. Durante a noite tentamos ver as praias de Santa Catarina, mas a escuridão atrapalhou, de resto dormimos. Ou melhor, eu e o Jô dormimos enquanto o Dadá passou boa parte da noite acordado. Agora cedo ele disse que sonhou com o Agamenom e ficamos comentando como a presença dele seria importante no rolê :/

Na Rodoviária de Porto Alegre compramos bala com um senhor mascarado, provavelmente por causa da gripe suína. O Jô e o Dadá estavam com blusa e boné do Corinthians e incomodaram a gauchada que torce pro Inter, conhecidos mundialmente como “coloridas” e que ainda estão sensíveis com a perda da Copa do Brasil pro Timão.

Jô: Estamos em Uruguaiana, ultima cidade antes da Argentina. Acabamos de almoçar agora (15h30) depois de um role monstro só vendo mato, ovelhas e vacas! Na primeira parada na Argentina estarei pronto para usar minha máscara escrito “Pelé”. Não trouxe o bambo achando que não daria pra queimar nas paradas, ou que os cães farejadores me delatariam, mas não vi nenhum deles ainda e já dava pra estar na Nice!!!

Também queria ter trazido algumas latas de spray :/ Ví muitos muros firmeza nas paradas, mas nossa situação financeira não é boa, temos R$ 11,00 que assim que chegarmos no Chile, cambiaremos para comprar um cartão telefônico e R$ 0,80 que o Dadá comprou umas balas em Porto Alegre.

Estou ansioso pra chegar lá e ver neve :) O tão esperado dia! Pois só vi em filmes e nas fotos do meu sogro em NY!

Já estou com a maior fome de arroz e feijão da coroa. A Gabi fez vários lanches de patê de grão de bico com cebola e alho, mais sucos e algumas bolachas que será nossa refeição até chegarmos no Chile, eita saudade da Favela!!!

Vi: Estamos em território argentino. Antes de atravessarmos a fronteira, consegui falar com meu amor. Estamos no começo da viagem e já morro de saudades da minha linda. Não paro de ver fotos dela e da minha princesa. No sábado teve festinha de aniversário da Lívia e quando fui embora tive uma despedida difícil. Tive que ser forte pra fazê-la parar de chorar :( Amanhã é dia 07 e ela faz 5 anos! O primeiro aniversário longe do pai :( Mas eu sei que minhas lindas entendem minha ausência. Amo vocês! Lívia minha princesa! Ka minha rainha!

Ao passarmos nossas bagagens no controle de embarque da fronteira, os funcionários fizeram o Jô e o Dadá abrirem as malas com os Cds e camisetas do Massacre e disseram:

- Oh! Estos son los famosos crust-punks del Massacre em Alphaville! Nosotros queremos comprar algunos de los materiales! E nós dissemos:

- Desculpem-nos hermanos, mas estes materiais são exclusivos para venda no Chile. Armem uma tour para nós em seu país que traremos bastante material. E então eles disseram:

- Ok! Pero autografem nossas máscaras? Assinamos as máscaras: “Massacre em Alphaville! Pelé es mejor!”

Jô: Acordei no meio da madruga, estamos na Argentina em direção a última parada antes do Chile, na cidade de Mendoza. Todo mundo no bumba está dormindo, o Ví e o Dadá estão roncando, eu também estaria se alguns pesadelos não me acordassem ¬¬ Sonhei com uns manos da quebrada e familiares, umas paradas bizarras, espero que estejam todos bem! Quero chegar a Valparaíso para ver amigos como Manuel e Cristian. Quero ver como está a tattoo em Manuel, fiz duas máscaras (chora agora, ri depois) nas costelas dele, no tempo em que ficaram hospedados em minha goma no começo do ano, eles são pessoas maravilhosas! Estou ansioso para chegar e ao mesmo tempo com muita saudade da família e do meu amor Karol. Vou olhar um pouco a foto dela pra matar um pouco a saudade :/

É embassado dormir nesse bus! Imagina os nego que vem de pau de arara do norte e nordeste do brasil, nas rodovias cabulosas, em 3 dias de sofrimento! Isso aqui é luxo! JAH BLESS!

Vi: Estamos no Chile, chegando em Santiago. Foi extremamente tedioso a parte da viagem entre o Sul do Brasil e a Argentina. Só pasto e vacas dos dois lados da estrada! O último pedaço da viagem em território argentino foi mais interessante! Ficamos encantados com as montanhas nevadas. Em Los Libertadores fomos convidados pelos chilenos a ficarmos de pé no busão enquanto eles cantavam o hino do Chile na travessia Argentina / Chile. Aproveitamos a parada na fronteira para tirarmos fotos na neve uhuuuuu! E trocarmos nossos realitos por peso chileno.


Antes de entrarmos no bumba novamente, o Dadazinho levou um enquadro da polícia do Chile. Perguntaram se ele tinha marijuana ou coca, pois o detector pegou alguma droga em sua jaqueta. Eram comprimidos para reumatismo! Levaram o Dadá para uma salinha e fizeram algumas perguntas. Quando ele disse que era vocalista do Massacre em Alphaville, disseram:

- Ah! Si! El Dadazinho! Siga el viaje hermano! Buena entancia en Chile e gran conciertos!

Quando chegamos em Santiago, Josi e Juan já nos esperavam na rodoviária com um cartaz escrito: “Sejam bem-vindos poraaaaaaa!!!” Pegamos o metrô lotado no horário de pico e seguimos para o apê deles em La Florida.

Ao chegarmos no apê, fomos recepcionados por Sebá (filho do Juan) e Lú (outra brasileira que mora na goma). Tomamos banho, jantamos um rango delicioso que a Josi preparou! Arroz, abacate, tomate, pepino, purê de batata e cenoura, catchup, maionese, queijo ralado e molho apimentado!

Já nos sentíamos reis quando Juan nos serviu algumas cervejas e rum. Depois disso eu e o Juan dormimos a noite toda, o Jô e o Dadá ficaram ouvindo a sinfonia dos meus roncos e a Josi resolveu dar uma gorfadinha! De manhã tomamos café e fizemos um role turístico pelo centro de Santiago.

Jô: Entramos em uma galeria no centro de Santiago, fiz umas tags dentro da galeria, encorajando uns chicos a fazerem também, logo o segurança veio na minha bota, mas não deu em nada. Pela noite saí com Sebastian e fizemos muitas tags em La Florida, nunca fiz tantas tags na vida! Foi foda o rolê! Se fosse em São Paulo nós tínhamos rodado e tomado umas borrachadas na certa!


Na 4ª feira tomamos café com Juan e Josi e logo na seqüência fomos para Viña Del Mar para a casa de Cristian. Mano que lugar foda de bonito! Fizemos um rolê turístico e seguimos para Valparaíso.

Vi: Pez nos encontrou na Rodoviária de Valparaiso e de lá seguimos para sua casa. Guardamos nossas paradas, fizemos um rolê por Valpo e Viña Del Mar e fomos conhecer o pico do show, por lá tomamos algumas brejas com dois integrantes da banda Wajardo e depois o Pez nos levou para um bar chamado “máscara”. Passamos a noite por lá ouvindo uma discotecagem foda de rock 80 e tomando bebidas de graça!!!

6ª feira tivemos duas notícias ruins: O show de Concepción não iria mais rolar, o 2º a cair, pois o de Santiago também não rolaria (já sabíamos disso antes da viagem). E a triste notícia de que o Mandioca não poderia nos acompanhar na tour, então nos dedicamos a estudar o repertório somente com o Cristian e antes do show fizemos dois ensaios. Um na casa de Manuel (só bateria eletrônica e guitarra) e outro no pico do show.


Antes de tocarmos o Manuel presenteou o Jô com a tão esperada marijuana chilena. Depois de algumas brejas, uns finos e os shows destruidores das bandas: Viscera, Wajardo, Ascoculto e Eternal Demise, subimos para nossa primeira apresentação no Chile! O show foi destruidor! Mesmo com alguns pequenos erros pela falta de ensaio, fechamos a noite muito bem e colocamos nossos hermanos latinos pra pogar!



Depois do show, Manuel levou nossas coisas para sua casa e nós fomos procurar algum lugar para tomarmos mais algumas cervejas. Já era quase 6hrs da manhã e não encontramos nada aberto, então partimos para a casa de Manuel. Ficamos congelando na frente da porta e o “homem-pedra” não acordava por nada! Ligamos em seu celular (depois de perdemos 5 moedas para os telefones bandidos!), batemos na porta, atiramos pedras na janela e nada! Ele resolveu acordar somente às 9hrs, depois que já estávamos quase mortos no meio do Alaska! Entramos, tomamos café e descongelamos! Depois partimos para a casa de Cristian e quando chegamos lá, nada de ele abrir a porta também! Mas dessa vez foi rápido, ele estava no banho! Ufa! Tomamos café novamente e capotamos!

Ah! Durante a madrugada em Valparaíso, nos deparamos com uma moradora de rua e demos um de nossos pães pra ela. Lembrei do meu amor que sempre alimenta mendigos e animais abandonados. Morro de saudade da minha linda aqui no Alaska!

De tarde almoçamos e fomos encontrar com Daniel, responsável pela organização do show em Vila Alemana. Antes de partimos para a casa dele, fomos até a praia molhar as mãos na água gelada do pacífico. Quando chegamos em Vila Alemana, fomos muito bem recebidos pela família de Daniel. Jantamos e tomamos café brasileiro! Depois andamos por cerca de 40 minutos num frio de (+ -) -5 graus até encontrarmos uma molecada doida que nos levaram para uma festa muito parecida com as que rola na nossa quebrada! Som rolando, a molecada tomando cerveja, vinho e CHIBOMBO, a bebida mais química da quebrada!

Durante a festa, o Jô e mais dois “chicolocos” fizeram um rap Freestyle e depois partimos com os “chibombocrew” para o meio de um bosque onde tava rolando uma fogueira. Mesmo de luva o Dadá já não sentia mais os dedos da mão de tanto frio!





Quando chegamos nos deparamos com uma fogueira de mais de 2 metros de altura!

A molecada já tava entorpecida com o Chibombo, aí resolvemos pular fogueira! Impossível pular uma fogueira tão alta, então o lance foi pular por dentro da fogueira!!! Aí um moleque doidão tomou banho de chibombo e se jogou por entre a fogueira! Quando ele caiu no mato, jogamos o resto do chibombo nele pra apagar o fogo, mas não havia mais tempo :( Ele deu seus últimos suspiros ali, no meio do bosque em Vila Alemana! Ahahahah Falando sério: A fogueira tinha mais de 2 metros mesmo e ficamos lá até acabar as bebidas, depois voltamos pra casa do Daniel porque nem a fogueira, nem nossas jaquetas eram suficientes para acabar com nosso frio!

Acordamos tarde, tomamos café e um pouco depois almoçamos, em seguida ficamos tomando vinho com a família do Daniel. Depois fizemos um rolê a pé pelo bairro, voltamos e trombamos os “chicolocos” que levaram 2 latas de spray pro Jô grafitar os muros de Vila Alemana.

Josi: E daí... Desculpa! Pedindo Permisso! Aqui é a Josi, não sou da banda mas vou marcar presença! ...Continuando na seqüência fomos para a casa dos “chicolocos”, na festinha reggaeton e o Jô, Dadá e Vi falando em portunhol me chamavam pra traduzir gírias paulistas! Ahaha não tem tradução pras língua loca do Brasilzão véio! Eita me deu saudade do meu país, mó firmeza todos que vêm de lá!

Na seqüência o Dadá falava portunhol caipira muito divertido. Fomos para um bosque, fazia um frio do caralho, o Jô ensinando as manha da quebrada. Quando começou a dar uma brisa o baguio do chibombo se acabou! O punkzinho queimou um dólar! Quase pedi pra comer uns pão na caminhada ahahaha Aí os massacre tavam quase ficando mais na nave do que suave e tivemos que voltar. Cabo os goró, cabo as festa! No caminho tinha um carro dos caça-fantasmas e o Daniel chapou o côco e começou a destruir o carro!

Voltamos e fomos dormir fedendo a fumaça! Fazia muito frio na hora de dormir! O Dadá acordou com o cheiro do café brasileiro. Levantamos e o Vi sonequinha continuou dormindo. Os pais do Daniel bem gente boa fizeram um rango pá nóis. Tomamos todo o vinho do véio e sentamos no quintal com a Chela, a vira-lata da família.

Fomos pro show, chegamos no local e até a passagem do som saímos pra buscar goró. O Jô encontrou um amigo que viveu no Brasil e conhecia todos os manos. Eita mundinho pequeno! O chileninho gente boa se achou com nóis. Tava com uma puta saudade do Brasil. Deram uns rolezinhos e fomos pra praça tomar vinho. Jô andou de skate, Dadá falando da Carol (amor hein!) e o fedidinho emocionado de estar com os loucos do Massacre!

Vi: Quando o Jô, Dadá e Josi chegaram no pico, eu e o Pez já tínhamos passado o som. Enquanto a primeira banda tocou, nos dedicamos a acabar com uma garrafa de vinho na calçada, depois subimos e ficamos assistindo as bandas e trocando idéia com a molecada. Quando subimos no palco os “chicolocos” já estavam no maior frenesi! As primeiras músicas foram destruidoras, até eu estourar a pele do bumbo! Aí fudeu tudo! O cabo do microfone do Dadá começou a dar problema, ninguém descolou uma fita pra remendarmos o bumbo, então tocamos só mais 2 músicas pra fechar (eu tocando só com o pedal esquerdo)! Apesar de tudo o show foi foda!

Na 2ª feira logo cedo voltamos para Santiago e reencontramos o Juan, a Lú e o Sebá. Ficamos em casa durante a semana, quase sem sair, só descansando e pensando nas nossas mulheres e famílias. Na 4ª feira fomos em um show punk, antes de entrarmos tomamos umas brejas num bar que era só fumaça de tabaco.

No som o baguio foi loco! O clima tava tenso e não parava de pipocar uma tretinha ali, uma tretinha aqui, até que um punkezinho foi levar uma com uma mina, aí o Jô puxou o mano e deu uns apavoros nele, em português mesmo pra ele ficar ligeiro! Os shows foram fodas, até que o baixista de uma banda perdeu a linha e jogou o baixo na galera.O baixo caiu na cabeça de uma mina e começou a sangrar na hora, aí mais treta! Decidimos sair do auê e voltamos pra casa.

5ª e 6ª continuamos em casa de boa e no sábado acordamos cedo para partimos para Salamanca. Saímos de Santiago 8hrs da matina e chegamos em Salamanca 14hrs.”Sucrilhos” nos esperava na rodoviária e nos levou até a casa do “Califa”, La batemos um rango e fomos para o pico. Fizemos uma média, demos umas pernadas e La pelas 18hrs fomos novamente para a casa do “Califa” para jantarmos. Comemos bem, assistimos a vitória do Colo-colo sobre o Serena e voltamos para o pico. Chegamos por volta de 21hrs e trombamos a rapaziada do Ascoculto! Montamos a banquinha de merchan e calibramos os fígados.

O último chow pelo Chile foi brutal! Aparelhagem foda, todo mundo animado e o Pez com todas as bases na cabeça! Destruidor! Pena que o palco era muito alto e não deu pro Jô e e pro Dadá cantarem no chão.

Depois do show colamos numa banca enorme na casa do Califa e ficamos bebendo até o dia raiar.

6h15 partimos de volta e chegamos em Santiago por volta de 11hrs. Ao desembarcarmos a Josi pediu umas moedas para o Dadá pra comprar Halls. Tínhamos $4.500 pesos para pagarmos nossas passagens até o aeroporto, a grana estava contada, mas a Josi devolveria as moedas assim que chegássemos no apê para pegarmos nossas malas. Entramos no metrô, partimos para La Florida, pegamos nossas bagagens e voltamos correndo pro metrô para tentarmos coneguir chegar a tempo do check-in. Já era 13hr quando entramos no metrô (horário que deveríamos estar no aeroporto). No meio do caminho tivemos que descer pro Jô vomitar, porque o fígado frágil não agüentou os 7 becks e os vários litros de vinho e rum. Enquanto ele gorfafa, o Dadá lembrou que esqueceu de pegar as moedas com a Josi! Tínhamos $4.000 pesos e o valor das passagens era $4.200 (diferença de menos de um real). Decidimos seguir em frente e pedir pro motorista fazer um desconto! Pedimos mas o filho da puta não liberou. Pedimos três vezes e três filhos da puta não relevaram a diferença! Até que um fiscal boa gente se comoveu com nossa situação e nos deu as moedas que faltavam! Embarcamos pro aeroporto e chagamos 20 minutos antes do vôo. Impossível embarcar! Para remarcar era preciso pagar uma taxa de U$35,00 dólares por pessoa. Não tínhamos grana, falamos com o Juan, mas ele já tinha gastado toda sua grana com nossa tour!

De domingo pra 2ª dormimos no aeroporto. Na 2ª feira por volta de 12hrs, o Juan e a Josi chegaram no aeroporto com comida e cartão telefônico para ligarmos pro Brasil.

Depois de uma correria brutal, nossos parentes pagaram as taxas para embarcarmos na 3ª feira pela manhã e nos alertaram sobre taxas de bagagens, que possivelmente seriam cobradas na hora do embarque. Confirmamos a informação no aeroporto: U$ 20,00 dólares por mala!!! Ligamos pro Juan e pedimos pra deixar as bagagens em eu apê. O sempre dedicado e prestativo Hermano voltou para o aeroporto e levou a bagagem de volta. Enquanto não tivermos grana pra resolvermos o envio das tralhas, nosso parceiro terá um estorvo paulista em seu apê!

De 2ª para 3ª feira dormimos novamente no aeroporto e logo cedo embarcamos de volta pro Brasil, pras nossas mulheres, filhos, famílias, amigos, gatos e cachorros!

Desembarcando em Guarulhos

Ah! Ao organizarmos nossas bagagens que ficariam no Chile, percebemos que havia um rolo de silvertape no bag da caixa que poderia ter resolvido o problema do bumbo estourado em Vila Alemana ¬¬

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Agradecemos de coração a todos que de alguma forma nos ajudam, apóiam e nos acompanham e nos fazem acreditar! Vocês são o combustível para nos dedicarmos a tornar possível rolês memoráveis como esse!

Muito obrigado amigos e parceiros que nos apóiam e colam nos shows! Nossas famílias e mulheres! Maurão e Fábio pela câmera, mochila e parceiragem sem palavras! Heitor pela correria de agilizar a arte do Cd! Pez pela dedicação e irmandade! Mands e Agamenom que por azar do destino não puderam nos acompanhar nessa! Josi e Juan... (impossível agradecer com palavras) ...vocês são nossa família no Chile! ♥